segunda-feira, 20 de junho de 2011

Déjà Vu: Ciclovia Várzeas do Tietê.

A sequência de dia frios deu uma trégua para que os Pedalarianos encarassem novo passeio pela Ciclovia Várzeas do Tietê, que andava um tanto esquecida por eles, que foram conhecer outras paragens paulistanas.

Com algumas baixas daqueles que esperavam novas manhãs geladas (Allan, Hernan, Carlos, Ricardo, Gabi, Cristina,...), mas reforçados pela presença do Tino, que cruzou a cidade para honrar com sua presença o pedal deste dia.

Aproveitamos, também, para dividir nossa alegria pelo Pedalare! estar sendo conhecido e muito, mas muito acessado mesmo, na "Terrinha", isso mesmo: lá, além-mar; no ultramar, em nosso Portugal querido! Ciclo-amigos lusos, obrigado!
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E com um solzinho sonolento iniciamos os 30 km de estrada de hoje.


Foto da revista Casa Vogue, Casa e Jardim, Kaza,...?

Não, esteticamente perfeita, mas não é nenhuma casa, não: é a Estação Penha do Metrô, vista da perspectiva da Ciclovia Radial.


Ei-los, nossos pedalarianos a postos: Isabel, Tino e Campa.

O Campa resolveu sair da toca, onde hibernava com medo do frio; Isabel cicle-chic com sua bolsinha vermelha indefectível e, nosso convidado, Tino, com pinta de "rondoneiro", prestes a vencer desafios muito maiores, de 101, 200,..., 500 kms!


Olha ele aí, com sua magnífica estradeira De Rosa...


- Vai lá, Tino: você comanda o batalhão! Sigamos todos o coelho do dia!...rrr


O já costumeiro deleite com a paisagem...


- Vai, Isabel, sebo nas canelas!


Diabéissu?

Misturaram-se as chapas de outros filmes???

Pescadores no rio Tietê?

Olha, ou a grana é muito curta para ir a um pesqueiro, ou a esperança é realmente a última que morre e a pinga faz esquecer certos detalhes!.

Não, vai ver os homens são contratados do Governo do Estado de São Paulo como outdoors vivos, para propagandearem que a limpeza do Tietê é tão boa que até os peixes voltaram... Depois de dezenas de anos...rrr


Voltemos à realidade...rrr


E como é beira de rio, nosso amigo Wagner, resolveu dar nome à sua excelente bicicletaria de Pororokas Bikes: uma ajuda bem-vinda aos problemas enfrentados pelos ciclistas na ciclovia.



Outra trecho de tirar o fôlego!


Dou um pão de queijo se advinharem onde nossos heróis estão!

Sim, nela: Padaria Tom e Jerry (insisto: não ganhamos jabá pela divulgação..rrrr)!

O Tino veio de Cotia apenas para se deleitar com o café de coador da nossa referência em refeição matinal!!!


Finalmente nosso contumaz "lambe-lambe", Darcio, aparece em uma foto pela lembrança do Campa..rrr


Ops! Que é isso?

Uma preciosidade dos anos de 1970: um fusca conservadinho!


"Meu carro é vermelho, não uso espelho prá me pentear"...rrrr

- Ô Campa, sai do carro do homem...


Realmente está perfeito.


Olha o dono dele aí: Seu Francisco.

Até o ar dos pneus é original nesse Fusca 1973!

Mesmo assim, pelo Seu Francisco, não será colocada chapa preta no carrinho: por ele, até, seria ostentada a antiga placa amarela com duas letras...rrrr


Prontos para o retorno?


- Avante!


Eis o final da Ciclovia Várzeas do Tietê.

Bem diferente dos centros de apoio ao ciclista da Ciclovia do Rio Pinheiros: mesma cidade, mas populações atendidas de maneira desigual pela prefeitura que deveria atendê-las isonomicamente... Mas, essa é outra história, que não tem nada a ver com a beleza do ciclismo...


... Ops!

Que é isso? Jaguatirica? Suçuarana?

Não, pelo jeito é "sobra de filme" do Darcio...rrrr

Não, é a Connie, a gata zoiuda da Alícia, filha do Darcio...rrr


... Que ele viciou - coitadinha! - em chimarrão: não tem um dia  que ela passe sem "cevar uma erva amarga"...rrrr


terça-feira, 14 de junho de 2011

Ciclovia do Rio Pinheiros: 12° C

É, vida de ciclista não se resume ao clichê de pele bronzeada e suor, ligado ao esporte, especialmente outdoor. Não, tem que sentir o vento frio fustigando a pele e entrando na cavernosidade dos ouvidos feito abelha no cio...rrr

Foi assim que encontramos o Parque Villa Lobos no início de nosso ciclopasseio pela Ciclovia do Rio Pinheiros.

Essa ciclovia, sem dúvida, é a que conta com maior estrutura de apoio em São Paulo. O ciclista tem acesso a banheiros, bebedouros, áreas de descanso e estacionamento em um de seus limites.

Entretanto, foi pessimamente planejada em relação ao acesso pela Estação Vila Olímpia, da CPTM. Ao sair dessa estação, o ciclista tem que subir e descer um lance de escadas ainda dentro da estação e, depois, subir e descer outras escadarias para vencer a passarela que liga a Av. Nações Unidas ao início da ciclovia... Ufa: esgotamento! Porém - para sorte das autoridades municipais - vale a pena todo esse esforço para pedalar pelo pavimento avermelhado e bem cuidado da ciclovia.

Aproveitem as fotos!
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Olha a constatação do que nossos ouvidos já sabiam: frio, muito frio para os paulistanos madrugadores do Pedalare!...rrr



Olha o design dessa passarela na Estação Jaguaré: simplesmente digna da Escola Bauhaus de arquitetura.


Olha a maldade, comentada anteriormente, em relação ao acesso do pobre ciclista ao início da ciclovia: sobe...


... Continua subindo...


... E desce... Tudo isso com a magrela nas costas!

Mas, vale a pena!


Prova disso é que o grupo está sorridente, né gente?!?...rrrr

Hoje, além dos Pedalarianos de carteirinha (Isabel, Carlos, Ricardo, Cristina, Alan, Hernan e o Lambe-lambe Darcio que, por motivos óbvios, não apareceu em nenhuma foto..rrr), tem a estréia de nova bichete: a Gabi, no centro da foto.

Parabéns Gabi por aceitar o desafio de debutar pedalando 30 km (ida e volta) nesta ciclovia!


Pronto! Foi dada a largada... Mas, o que sinal é esse que o Ricado e a Gabi fazem? É mesmo o que pensamos estar vendo...


... Sim, é um coração! Também, é verdade, dia 12 de Junho: Dia dos Namorados!...rrr


O Allan e o Carlos tricotam receitas de upgrades de bikes à frente...


... Já o Hernan, em fase "Pé na Estrada" kerouakiniana, prefere ir sozinho, na frente refletindo sobre a correlação das cinzas do vulcão Puyehue na alteração do comportamento dos mandarovás albinos ... rrr


As pontes estaiadas tornaram-se os cartões postais de Sampa no terceiro milênio.


- Não comemore ainda, Gabi, você está só na metade do caminho...rrr


De um lado da ciclovia, o homem se supera nas mais modernas técnicas de construção, embelezando nossa megalópole e colocando-a no rol das cidades top contemporâneas...


... De outro, a municipalidade assume o descaso de sua política pública quanto ao lixo, embora parcela significativa dessa culpa seja da ação de maus paulistanos em relação à sua cidade...



... E, no meio disso tudo, não tendo nada a ver com isso, estão elas...


... Além de uma infinidade de aves que, se deixássemos ocupar mais espaços públicos, trariam mais beleza e equilíbrio à nossa cidade.


É isso aí: uma parada para homenagear essas capivaras e corujas corajosas e ouvirmos o ronco dos motores dos stock cars no Autódromo de Interlagos, do outro lado do rio.


Chegamos!

Após 15 km pedalados, paradinha na área de apoio ao ciclista.


- É isso aí Cristina: varal de ciclista é a bike...rrr


Voltando: outros 15 km...rrrr


Mas, essa distância, na verdade, é muito pouca e nem importa.

O que importa é o privilégio de sentir o vento frio no rosto; na companhia de amigos; em cima de uma bicicleta, em um cenário desses : isso não tem preço!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Da Avenida Paulista à "Gran Feira de Bicicletas Antigas de São Paulo".

Final de outono gelado...

Na manhã mais fria do ano em Sampa - 11° -, as sombras se alongam, revelando o verdadeiro significado da relação do ciclista e sua bicicleta: simbiose.

A bici deve "vestir" o corpo do ciclista, fazendo com que pedais e rodas sejam a extensão de suas pernas e, o guidão, de suas mãos. Só assim ele irá mais longe com menos esforço e maior segurança.


Reunidos na mais paulista das avenidas, a Avenida Paulista, Darcio, Shauan, Carlos, Hernan e Allan, partem para um pedal curto, mas que revela muito da beleza de nossa metrópole, indo em direção à Estação da Luz, já quase Zona Norte de São Paulo.


Bom, vamos ao pedal...

Ops! Não. Antes, o tradicional café em homenagem à Sampa, que deve estar presente em todas as nossas pedaladas, ainda mais, hoje, no reduto dos Barões do Café, de antigamente.

Nossa parada é o charmoso Café Viena, do Conjunto Nacional, localizado na segunda esquina mais famosa de Sampa, a da Rua Augusta com a Avenida Paulista - a primeira é a cantada por Caetano Veloso, a da Avenida São João com Avenida Ipiranga.


 E, um dos raros casarões dos Barões do Café que restaram, é testemunha que o Pedalare! e o Musiclistas (represetado pelo Shauan) não têm medo da friaca sentida no alto dos cerca de 820 metros de altitude da Avenida Paulista.


Todo mundo agasalhadinho... Allan e Hernan parecem dois ermitões capuchinhos....rrr


MASP: parada obrigatória! Sempre. Seja para turistas; seja para paulistanos.


Pedalada em família aumenta a convivência e o carinho.



Olha ela aí, majestosa em toda sua extensão.


De bermuda?!? Esse é corajoso, mesmo...rrr


Memorial Márcia Prado, parada obrigatória.

A Márcia era uma cicloativista que ajudou no aumento da consciência sobre o uso da bicicleta como meio efetivo de transporte nas grandes cidades, inclusive, contribuindo da forma mais dramática: com sua própria vida...

Morreu atropelada por um ônibus, no mesmo local onde se encontra o Memorial em sua homenagem.



Felizes pela presença da Márcia, em sua bicicleta branca que hoje faz cicloturismo no Céu, dando uma palhinha ao nosso lado.



E nem assim essa Prefeitura faz um bicicletário nessa avenida... É de chorar de revolta.



E nós somos você!!!



Rua Vergueiro, a rua mais extensa da Capital que ligava, antigamente, São Paulo ao litoral, inciamos a descida em faixa exclusiva de motocicletas que pode ser aproveitada pelo cicloturista.


Centro Cultural São Paulo: palco de manifestações artísticas de vanguarda e para jovens talentos.

Muitas vezes a obra de arte está fora de suas paredes, como o raro Gurgel BR 800 estacionado em frente.


FMU: a melhor Faculdade de Direito do Brasil. Tá certo que eu estudo lá...rrrr



Bairro da Liberdade ou bairro oriental: as lanternas japonesas recepcionam o visitante.


Na Praça da Liberdade é onde se realiza a maior parte das festas orientais e onde, todo domingo, acontece uma das feiras mais concorridas entre visitantes e turistas, com artesanato e comidas típicas.


O perfume de shoyo e óleo de gergelim que vem dessas barraquinhas... Uau!


As gueixas recepcionam os Pedalarianos (é duro ser bonito...rrr).


Hernán, outsider, lendo Bukowski em japonês, lançado em 28/05...rrr


Na frente da Igreja das Almas, no local exato onde existia a Forca Municipal da cidade, até o início do século XIX.


Catedral da Sé, vista da Praça João Mendes.


Aqui, a Praça da Sé, vista do topo das escadarias da Catedral.


- Paulo, avise ao Francisco que se ele não der um jeito nessas pombas, eu não me responsabilizo por meus atos.

- Calma, Pedro, tolerância...

Não é fácil ser santo nesta cidade de pombas...rrrr


Rua XV de Novembro, a rua dos Bancos. Belíssimos exemplares da arquitetura paulistana do início do século XX estão localizados nela.


- Mas, Shauan, o que todos esses carros antigos estão fazendo na "Gran Feira de Bicicletas Antigas de São Paulo", aqui na Luz?

- Sei não. Acho que eles aproveitaram o sucesso de público da nossa feira e resolveram pegar uma carona... Que pobreza! ...rrrr

É isso mesmo: todo primeiro domingo do mês acontece na Estação da Luz duas feiras espetaculares: a de bicicletas e a de caros antigos.


Gente, olha o detalhe do tapetinho para não arranhar a pintura... Ai meus sais: colecionador é fogo!....rrrrr

Enquanto isso, temos certeza que o Darcio pensava:

- É, boa idéia para não "ferir" os pedais da minha Caloi 10 Sportíssima: colocar um micro-tapete em cada um!

..rrrr


- Com licença que está chegando um clássico... Licença...rrr



Obra prima.


E esses então?


Olha o detalhe: isso é um termômetro que indicava ao motorista se o motor está prestes a ferver.


Darcio, nem pensar em colecionar esses: a Rosana te dará cartão vermelho...rrrr



Este foi um dos maiores ícones dos anos de 1960: o Simca Chambord!


Outro carro que todo menino, naquela época queria ter... Um desses aí deve ter realizado o sonho...



O famoso Interlagos e um Mini-Dacon ao fundo: dois exemplos de carros brasileiros antigos. Darcio quase veio às lágrimas: ele teve um Interlagos azul... rrrr


Isso é automóvel, o resto é carro: o muscle car Corvette!


E por falar em muscle car, chega o rei entre eles: o Mustang!



Gente, esse é original (ninguém usou um machado para decapitar um pobre fusquinha nacional): é o fusca conversível!


E por falar em fuscas...


Ufa, chegamos na feira que nos interessa!

Bicicletas - e ciclistas! - antigos se encontram pela calçada..rrr

Essa linda peça em primero plano é uma sueca Husqvarna feminina.


Estilosas dos anos de 1970.


- Cadê o Darcio? Ah, lá está ele procurando peças antigas (esses gambitos com ceroulas pretas são dele...rrr).


Prá não dizer que estou mentindo...rr



O sonho de qualquer ciclista que ama o vintage...


E outro...


Marcas desconhecidas, como essa brasileira "Falcão".


E o sonho não acabou...


A maior de todas as marcas, das mais queridas por ciclistas no mundo todo: Bianchi.


Olha ela aqui, por inteiro: a Rolls Royce das bicicletas.



A francesa Peugeot.


Diversos tipos e tamanhos.


Da retrô Phillips sonho do Allan...


... À novinha Dahon dobrável, o sonho de consumo do Carlos...rrr


Outra feminina.


Muitos não devem saber - ou mesmo lembrar - que há alguns anos a bicicleta também era obrigada a portar chapa. Esse fato contribuía muito para percebê-la como meio de transporte, não apenas como uma forma de lazer.



- Olha nóis aí gente!..rrr



Bom, depois de alimentar os sonhos, chegou a hora de alimentar o corpo com um delicioso...

... Churrasco Grego! Exemplo inigualável da Nouvelle Cuisine da Gente Diferenciada paulistana, regado ao mais puro dos sucos de gosto colorido: pode-se escolher  do amarelo ou do vermelho...rrrr


Lautamente alimentados, só nos resta partir em direção à nossa próxima aventura...rrrr